Quando o assunto é o temido bafômetro, várias soluções são apontadas na internet para burlar o equipamento e evitar que o teste seja positivo caso o motorista tenha ingerido bebida alcoólica.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), todas as formas de tentar enganar o bafômetro não funcionam: tomar vinagre, usar antisséptico bucal ou mesmo mascar chiclete não impedirá que o equipamento detecte a presença de álcool no organismo.

Para esclarecer os mitos e verdades sobre bebida alcoólica e direção o Detran SP divulgou um vídeo que desvenda as notícias falsas e dá dicas relacionadas ao tema.

O QUE DIZ A LEI 

A Lei Seca, conhecida como “Tolerância Zero”, estabelece que não existe qualquer quantidade de bebida alcoólica aceitável, sendo que a multa para quem é autuado por misturar bebida e direção é de R$ 2.934,70.  Além disso, o motorista responde a um processo de suspensão do direito de dirigir junto ao Detran.SP e pode ficar impedido de pegar o volante por um ano.

Já o motorista que se recusa a realizar o teste do bafômetro recebe uma multa de R$ 2.934,70 além de ser notificado a responder processo de suspensão do direito de dirigir pelo período de um ano.

Para quem se submete ao teste, o índice que corresponde a crime é superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido. O mesmo vale para o condutor que se recusa a soprar o etilômetro e o perito da Polícia Técnico-Científica identifica nele atitudes como cambalear, apresentar problemas de coordenação motora ou falar coisas sem sentido. Entre as penalidades para o crime de trânsito estão: prisão; multa (de R$ 2.934,70); e a suspensão da habilitação por doze meses. Quem for reincidente nesse tipo de infração em um período de 12 meses é multado em R$ 5.869,40 e responde a processo de cassação do direito de dirigir por dois anos.

ÁLCOOL X ORGANISMO

Vale ressaltar que a absorção do álcool é feita pelo organismo em poucos minutos, mas pode levar até dez horas para que não seja mais detectada no sangue. Para se ter uma ideia, o álcool é metabolizado, em média, a um ritmo de 0,016% por hora, sendo que não é possível acelerar o processo. “Depende da quantidade ingerida, do tipo de enzima que o fígado do indivíduo possui [há diferentes padrões genéticos], sendo mais rápido se a pessoa consome grandes quantidades de álcool regularmente, ou mais lento se o fígado não estiver totalmente saudável”, explica José Luiz Capalbo, médico responsável pelo Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho.

Imagem: Divulgação