A discussão sobre a função do engate traseiro (tipo “bola”) nos veículos é um assunto que gera polêmica. Há um boato sendo repercutido de que o engate traseiro atua como protetor de danos quando o veículo é atingido em uma colisão na traseira. Porém, trata-se de um grande mito.

O verdadeiro propósito desse item é auxiliar no transporte de reboques, carretas, baú, trailers e até mesmo um veículo quebrado em caso de emergência. “Muitos condutores acreditam que o engate irá proteger o carro e evitar possíveis danos ao para-choque no caso de uma colisão traseira. Mas é um equívoco perigoso, já que a peça pode, inclusive, ser pior em uma batida”, explica o superintendente técnico do , Emerson Feliciano

O especialista explica que em uma colisão traseira, dependendo do tipo de impacto, o equipamento poderá causar deformações pontuais na capa de para-choque, além de afetar pontos da estrutura do veículo. Além disso, por reduzir a superfície de contato, o engate pode anular o efeito do para-choque, aumentando o impacto da batida para os ocupantes do carro.

A dica para o motorista que realmente deseja ou precisa instalar o engate é procurar por sistemas homologados com as regras do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). A multa para quem não obedecer resolução é considerada grave, no valor de R$127,69 (cento e vinte e sete reais e sessenta e nove centavos), sendo que o condutor perderá cinco pontos na carteira e terá veículo apreendido até que o equipamento seja regularizado.

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