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Ford encerra a produção do sedã grande Taurus

05

mar
2019

A Ford encerrou no primeiro dia de março a produção do sedã grande Taurus, posicionado acima do Fusion. Trata-se de mais um passo da marca americana em direção à especialização em picapes e SUVs — entre seus carros de passeio, apenas o Mustang será mantido.

O modelo desaparece após uma história conturbada, que incluiu uma geração de gosto duvidoso lançada nos anos 1990 — o carro tinha formas ovaladas e era relativamente baixo. Rivalizava em feiúra com o breve Toyota Corolla de faróis redondos e, apelidado de Bubble (“bolha”), está em todas as listas de maiores equívocos do design automotivo em todos os tempos.

Funcionários da Ford na fábrica de Chicago (EUA) se despedem do Taurus

Funcionários da Ford na fábrica de Chicago (EUA) se despedem do Taurus

Caído em desgraça, o Taurus chegou a ter a fabricação interrompida em 2006, mas dois anos depois a Ford aplicou o nome numa versão repaginada do Five Hundred — e em 2010 lançou uma geração do Taurus efetivamente inédita.

As linhas brutas e retilíneas do sedã em sua geração final o diferenciam do principal concorrente, o “orientalizado” Chevrolet Impala — também marcado para morrer este ano. Muitos departamentos de polícia americanos ainda usam o Taurus como carro de patrulha.

Ford Taurus 1996, conhecido como Bubble, um histórico desastre de design

Ford Taurus 1996, conhecido como Bubble, um histórico desastre de design

O Taurus segue à venda nos EUA. No site da Ford, o ano-modelo 2019 parte de US$ 27.800 com motor V6 aspirado de 3,5 litros, e vai a US$ 42.975 na versão esportiva SHO, também com powertrain V6 3.5, mas da linha Ecoboost (turbo).

O desaparecimento completo de modelos como Fiesta, Focus e Fusion, e o foco total numa linha de SUVs que vai de Ecosport a Expedition, e que entre as picapes inclui a best-seller F-150 Series, está marcado para o ano que vem no mercado dos EUA. No Brasil, o primeiro a ser descontinuado será o Fiesta, levando ao fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

Claudio de Souza é jornalista desde 1994 e atua no setor automotivo há mais de dez anos. Ex-editor de UOL Carros e Carro Online, ele recebeu o prêmio SAE de jornalismo online em 2011.
Em sua visão, carro tem de ser bom, e não apaixonante. Nesta coluna, discute semanalmente assuntos globais do setor automotivo.
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