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Fiat Chrysler desiste de fusão com Renault após governo da França pedir mais tempo

05

jun
2019

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) anunciou nesta quarta-feira (5) a retirada da oferta de fusão com a Renault, que teria criado a terceira maior fabricante de veículos do mundo, com ativos estimados em US$ 35 bilhões.

Embora tivesse dado sinais de que toparia o negócio, o governo da França, que detém 15% das ações da Renault, solicitou aos membros do conselho da montadora mais tempo para analisar a proposta. Segundo o Wall Street Journal, o pedido deveu-se às dúvidas sobre a reação da Nissan, parceira japonesa da Renault, que teria se recusado a apoiar a fusão e colocado a aliança franco-nipônica em risco.

Sem o aval do governo francês, a FCA decidiu pular fora: “Ficou claro que não existem condições políticas na França para uma combinação [de empresas] como a que foi proposta prosseguir com sucesso”, afirmou num comunicado.

O governo da França temia demissões em massa no país, causadas pela “sinergia” entre as duas montadoras europeias e/ou pelo possível rompimento da Nissan com a Renault. Segundo relatos, no entanto, a saída da FCA das negociações foi considerada abrupta e prematura pelos administradores franceses.

O principal interesse da Fiat Chrysler na fusão com a Renault era se preparar financeiramente para a transição às plataformas elétricas e, num prazo mais longo, aos sistemas de condução autônoma. O CEO Sergio Marchionne, primeiro chefão da FCA que morreu em 2018, era um defensor da tese de que montadoras como a Fiat só sobreviverão se firmarem estratégias conjuntas com as rivais.