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Novo Hyundai HB20 aposenta motor 1.6 e oferece 1.0 turbo que perde do rival Onix

05

jun
2019

A Hyundai decidiu tratar o HB20 ano-modelo 2020 como nova geração do compacto lançado em 2012, com base em algumas mudanças na liga metálica da carroceria e no ajuste da plataforma para que o carro cresça poucos centímetros no comprimento e no entre-eixos. O carro reformulado deve chegar ao Brasil neste segundo semestre, primeiro o hatch, depois o sedã HB20S. A versão cross HB20X também será modificada.

O dois-volumes cresceu 2 cm, chegando a 3,94 metros. Com isso, o entre-eixos pode ser esticado em 3 cm, para 2,53 metros. Já o sedã cresceu mais: 3 cm, indo a 4,26 metros. Ambos têm 1,7 metro de largura. O porta-malas do HB20 2020 manterá os 300 litros de capacidade, enquanto o sedã ganhará 25 litros, chegando a 475 litros.

Externamente, e segundo todos os relatos mais recentes, o novo HB20 tem como rascunho o conceito elétrico Saga EV (veja na galeria abaixo), mostrado no Salão de São Paulo de 2018 — embora as fotos oficiais de divulgação, que ainda trazem o modelo camuflado, sugiram menos ousadia e uma certa continuidade das linhas atuais. No caso do sedã, a aposta foi em adaptar o visual do novo Elantra à traseira.

A cabine sofrerá uma atualização geral, e um pacote de itens de segurança passiva e ativa, que inclui frenagem automática de emergência, assistente de manutenção de faixa e controles de estabilidade e tração, estará disponível na gama 2020 — no entanto, não está claro o que será de série e o que será opcional. Além disso, toda a linha do HB20 terá apenas quatro airbags, em vez dos seis ou sete que já viraram a norma em mercados automotivos não periféricos.

Sob o capô, a Hyundai decidiu aposentar o anacrônico motor 1.6 aspirado e o fraco 1.0 turbo sem injeção direta, que rendia no máximo 105 cv.

O novo HB20 será movido somente por propulsores 1.0 tricilíndricos, com duas opções: o aspirado de 80 cv, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas e — finalmente — dispensando o tanquinho de partida a frio; e o novo turbo com injeção direta de combustível, capaz de entregar 120 cv e 17,5 kgfm de torque (com etanol) e acoplado a um câmbio automático de seis marchas.

Vice-líder de vendas no Brasil desde 2016, e caminhando para o mesmo resultado neste ano, o Hyundai HB20 perde também na disputa particular dos motores tricilíndricos turbo de 1 litro: a nova geração do líder Chevrolet Onix vai trazer uma variação do motor Ecotec 325T, que, com gasolina, rende 125 cv e 18,3 kgfm. Queimando etanol, os números devem melhorar e superar o do HB20 com mais folga ainda.

Motores turbo tricilíndricos já usados em modelos Volkswagen e Ford, bem como os previstos para uso futuro em modelos Fiat e Honda, também deixam o propulsor da Hyundai respirando fumaça.

Imagens: divulgação